terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A história da Creche


A Creche Educacional Nascer da Esperança, foi fundada no dia 26 de agosto do ano de 1986. A principio foi nomeada como escola Infantil Nascer da Esperança, logo depois, com a finalidade de atender crianças em horário integral, alterou-se o nome para “Creche Educacional Nascer da Esperança”.
Na época, na comunidade da Barragem Santa Lúcia não havia escolinha para crianças menores de 7 anos de idade, muitas famílias não colocavam as crianças na pré – escola devido a distancia, companhia e o transito da avenida que precisavam atravessar.
Em uma reunião de agentes comunitários a “D.Lia”, apresentou- se como uma das muitas famílias que vem do interior à procura de melhoria de vida, e que havia chegado do Norte de Minas, onde trabalhava como professora rural durante dez anos e que desejava desenvolver alguma atividade na comunidade.A D.Mirtes e as freiras da igreja católica se interessaram e procuraram os órgãos públicos, mas não conseguiram apoio financeiro.   Mesmo sem apoio financeiro. O padre Danilo cedeu o salão paroquial pra iniciar o trabalho, ele também fez o comunicado na igreja, para que as mães que se interessassem procurassem a D. Lia para inscrever seus filhos.   O MEC fez doação do material pedagógico do antigo MOBRAL.       
 
A Princípio, começou atendendo 30 (trinta) crianças, no salão da igreja, com atividades de pré-escola,cantigas de roda e brincadeiras de casinha, com brinquedos improvisados como copinhos,tampinhas,latinhas, etc.Em 1987, o
 acompanhamento pedagógico era realizado por Alziza a irmã do pároco da igreja.Pedagoga aposentada, que oferecia o trabalho voluntariamente de 15 em 15 dias. O trabalho dela foi muito importante, pois ela tinha um profundo conhecimento na área da educação.
Devido às más condições do salão da igreja, com rachaduras nas paredes, a escolinha foi transferida para a rua capelinha nº181,  numa casa que foi reformada e passou a atender 70 crianças.
Funcionou neste local de 1988 a 1993, com uma sala, uma cozinha e dois banheiros, era mantida pelas obras sociais da paróquia.
Como a demanda por vagas na escolinha era grande, d. lia passou a contar com a ajuda de voluntários e suas filhas, atendendo assim  em três locais distintos: Rua Capelinha, nº 181; Rua Sertaneja, nº37 e rua Sertaneja nº 51; casa da fundadora Dª Lia e na casa de sua filha Eliane.Quando a Dona Lia saía à procura de recursos, quem assumia a sala eram suas filhas pequenas que contavam histórias, brincavam de roda, cantavam e brincavam de aulinha. Faziam desenhos e pinturas  
Devido ao conflito religioso de 1991 a 1992 D. Lia entregou a escolinha na mão de Deus e pediu a Ele: Que fizesse o que fosse melhor para as crianças e a comunidade, pois a semente havia sido semeada. Convocou uma reunião com as famílias para juntos decidirem o destino da escolinha, estava difícil continuar sem apoio, já que o local pertencia à igreja católica.
      As pessoas presentes naquele local se propuseram a construir uma sede própria a escolinha, onde as crianças pudessem estudar.
Um pai  de um aluno, que era membro de uma igreja evangélica, presente na reunião, disse que a mesma tinha um terreno à venda.
Então D. Lia procurou a direção da igreja e fez a compra do terreno, com recursos próprios.
A construção andava de acordo com o que se conseguia, através de pequenas doações, comprando material com as contribuições das famílias, mas foi embargada pela prefeitura, pois a execução não acompanhava a planta.
O engenheiro Roberto Bratel que havia, feito a planta voluntariamente, veio até a obra verificar o que havia acontecido.De posse da planta, marcou uma reunião com a administração na prefeitura e fizeram a correção da construção, aproveitando o que já havia sido construído.
No ano de 1993, dois anos após o inicio da construção, um dos muitos projetos enviados aos políticos e até mesmo a pessoas físicas e empresas, foi aprovado pelo deputado Antônio Pinheiro, que fez a doação, em dinheiro, no valor de $ 1.500,00 cruzeiros, que foi usado para levantar o primeiro pavimento. 
No ano de 1994, recebemos outra doação, no mesmo valor também em dinheiro do deputado Geraldo Resende, que foi usada na colocação da primeira laje, do piso grosso, do refeitório, colocação da pia na cozinha e construção de dois banheiros, visto que já havíamos ganhado da AMAS as louças sanitárias.
Na frente da creche foi construída uma escada, com a finalidade de se evitar o lixo, e a lama que se acumulavam na porta da creche.
Em maio de 1994, após visita da assistente social da AMAS, que reconheceu a luta e a dificuldade para exercermos as atividades em três locais distintos, aprovaram o nosso plano de trabalho, convidando a instituição para assinatura de um convênio. Foi uma bênção de Deus, pois com este convênio terminamos o primeiro pavimento e construímos o segundo, com o acompanhamento do engenheiro Eduardo, também da AMAS.
No dia 18 março de 1995 a creche foi inaugurada pelo então prefeito Patruz Ananias. Esta situada à rua “H”, nº 280, Barragem Santa Lúcia – Belo Horizonte, MG em um prédio de dois pavimentos.
Brincando a criança tenta entender e interpretar as atividades e o comportamento dos adultos que a cercam, no jogo do faz de conta, a criança expressa sua visão do mundo de forma simbólica, ela experimenta outra forma de pensar, ampliando suas concepções sobre as coisas, sobre os outros e sobre si mesmo, se fantasiam, com roupas de teatro, pintam e calçam sapatos de salto alto, salão de beleza, e os meninos constroem e formam fazendinha e pistas de corrida. Nós da Creche Educacional Nascer da Esperança, visamos isso, além de ter como objetivo:
Atender crianças de 1 a 5 anos e 11 meses, buscando assegurar seus direitos, priorizando aqueles cujas mães trabalhem fora do lar e as famílias de menor renda, moradoras do aglomerado Santa Lúcia.
·             Não substituir, mas auxiliar, orientar e apoiar a família no cuidado e na educação da criança.
·             Proporcionar hábitos de higiene e alimentações saudáveis às crianças.
·             Fornecer as quatro refeições básicas diárias.
·             Avaliar o trabalho desenvolvido durante todo o processo educativo, considerando e avaliando cada criança isoladamente.
·             Prestar contas das contribuições recebidas através das famílias e convênios.